Painel 19.06.09 (José Adelar Ody)
* odycasa@yahoo.com.br


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I
Quando o empresário‘visionário’ segundo os arquitetos de Erechim pós 1977 (Eloi Zanella eJandir Cantele, entre outros) deu uma entrevista para o jornal BoaVista (não a da semana passada) e veio com a conversa que seu sonho eraaproximar Zanella & Dexheimer, ali estava plasmado que o‘visionário’ tinha exagerado.
A matéria saiu em novembro de 2002 epegou meio mundo com as calças na mão – especialmente os sugeridos nosintentos do empresário. Uma semana depois, Dexheimer disse do quantoestava disposto a acatar a sugestão. Lembremos: “união de forçaspolíticas antagônicas só tem sentido se houver convergência de idéias”.Em português mais claro: Dexheimer considerou ter mais afinidades comas atuais idéias de Lula do que com as de Paulo Maluf.
II
Repetiuque a ideia (de Jaci) não é ruim, mas observou: “mais importante que aunião de pessoas é a união em torno de um projeto de desenvolvimentopara Erechim e região”.
Observou, ainda, Dexheimer em 2002 logodepois da proposta do empresário: “é importante a preocupação do Jaci,com a sua experiência e conhecimento e também com a sua visão de mundo.Erechim não pode perder as oportunidades e precisa passar a ser oagente do seu desenvolvimento e não um coadjuvante”.
III
E,finalizou de forma clara: “Não sei quem vai disputar as eleiçõesmunicipais de 2004, muito menos quem vai ganhar - mas se ouvirmos a vozdas ruas a tendência é que este grupo (que comanda a prefeitura hoje)venha a perder. Vai daí, talvez, a preocupação do empresário JaciDelazeri”. A voz das ruas gritou ‘fica Zanella!’, mas em 2008, a mesmavoz despediu-se do tetra-prefeito. Dexheimer errou de data, mas estavacerto no conceito.
Na mesma reportagem deste periódico em 2002 –Eloi Zanella também foi ouvido sobre o assunto. Vejamos o que saiunaquele novembro: ‘O prefeito Eloi Zanella que estava em Porto Alegrena reunião da Famurs na última terça-feira foi contatado por telefoneem plena viagem para falar sobre o assunto (proposta de Jaci para unirZanella e Dexheimer). Disse que poderia fazê-lo na manhã dequarta-feira quando do seu retorno. Às 8h40min de quarta-feira, atravésda sua assessoria de imprensa, mandou avisar que não gostaria de sepronunciar sobre o assunto neste momento - mas que estaria à disposiçãopara falar sobre outros temas. Teve, portanto, o prefeito e líder doPPB, duas noites e um dia para pensar sobre o assunto – mas preferiu,neste momento, se abster de tecer qualquer análise ou comentário sobrea sugestão do empresário Jaci Delazeri’.
IV
Hácertas obras que são muito mais ‘impossíveis’ que construir, porexemplo, um Pólo Cultural quando na largada os comentários maisgenerosos falavam em um sonho de louco. Jaci Delazeri, pelo seuempreendedorismo e dedicação incondicional à comunidade liderou oprocesso que hoje serve de mais alta referência cultural em CampoPequeno. Mas – aproximar Zanella e Dexheimer; Dexheimer e Zanella, estaobra projetada para 2004 - ficou para alhures.
Semana passada,não obstante, sua excelência o ex-presidente da Accie por 11 anos;voltou a colocar na vitrine o seu filme predileto: ‘sonho impossível’.Deu uma longa entrevista aos colegas Salus Loch, Rodrigo Finardi eEgídio Lazzarotto, quando também este assunto veio à tona. “Eles nãoprecisam andar juntos, mas considerando os serviços prestados àcomunidade e a liderança natural de ambos, seria uma saída grandiosapara o Alto Uruguai se os dois reconsiderassem suas posições e andassemlado a lado como dois trilhos de trem, que, se não se encontraram, sãoindispensáveis para a máquina andar com segurança e chegar ao final daviagem com sucesso”, ditou Jaci Delazeri.
V
Eavançou: “eles são fortes. Juntos, podem ajudar a viabilizar a região econseguir novos sonhos individuais para seus papéis políticos emErechim e no Alto Uruguai”, e acalmou a bolinha no chão: “e tem mais...Muitos dos desconfortos que são atribuídos a eles - e ambos têmdificuldades de conviver com isso – nem houve. Tem muita coisa que foicriada por gente que viveu no entorno do Eloi e do dr. Antônio. Nempartiu deles, mas veio à tona como se fosse deles”. Jaci José Delazeridiz o que pensa por que pensa o que diz!
Com o discurso mansopriorizando a soma sobre a divisão, que há lugar para os dois e que apartir da liderança de ambos com seus exércitos seria mais fácilenfrentar os desafios que tiram o sono de Erechim e do Alto Uruguai;permito-me deduzir que nesta obra pode estar a arquitetura para mais umoperário da construção. Quem sabe, algo como um mestre de obras deiniciais Jaci José Delazeri.
VI
Oano de 2009 é singular na vida de Jaci – o ‘louco’ que fez o Pólo deCultura e que, gostem ou não gostem, deu uma nova cara à Accie e seupapel na cidade desde o último andar econômico ao subsolo do prédioeconômico de Campo Pequeno. Pois, pela primeira vez em seus mais deativos 30 anos políticos, Jaci Delazeri acena com o polegar em sinal depositivo que pode sim, candidatar-se a deputado federal.
E com oexemplo do Pólo de Cultura onde não ligou para quem debochava em seuintento; tratou de assegurar a aliança do empresariado local e quedeixassem o resto por sua conta, ao propor o que propõe – Jaci sabe oque quer. Não há dúvidas que a máquina passaria com muito maissegurança e chances de êxito, se suas rodas de ferro pudessem se apoiartambém na ferrovia de trilhos - Zanella e Dexheimer.
VII
Mas,voltando à reportagem de 2002, lá está ainda: ‘... segundo AntônioDexheimer, já no início dos anos 1990 – Jaci Delazeri manifestara aoentão deputado Antônio Dexheimer sua preocupação com os destinos deErechim e da região e que no seu entendimento, isto passava, para obtersucesso e não ‘correr riscos’, pela união dos dois líderes políticos doPPB e PMDB’.
Esta fala de Antônio Dexheimer absolve qualqueroportunismo que se queira imputar a Jaci Delazeri e sua proposta – masque ele ficaria bem na foto eleitoral de 2010 podendo ir a um comíciode braços dados com Eloi João Zanella e a outro com Antônio CarlosDexheimer Pereira da Silva, ah, isto não pode ser ignorado.
E,se com Zanella e Dexheimer já seria ir com grande vantagem para o meioda rua para o duelo do meio dia, engana-se quem opera com Delazericosturando uma colcha político/eleitoral de dois panos só. Sua colchade siglas pode subir a mais de 15 letrinhas. Algo como –PMDBPPPSDBPTBDEMPRPRBPSC... Bota observa: ‘essa corcha parece um trem.Com tudus esse vagão é perciso, má é perciso tê trilho forte memo, né,seuuuu Odyyy! O senhô não acha?! Má cô Zazá e o dr. Déquesâime podiabotá tudu esses vagão em cima que não carriava – néééé seu Ody!. Mas,como diz no título, este pode ser mesmo um sonho impossível. Para Bota,é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que juntarDexheimer e Zanella no mesmo palanque.