Erechim - RS, 10 de Setembro de 2010.
16 °C 25° C 12° C
05/02/2010 14h17
Dengue coloca Erechim em estado de alerta, de novo
Segundo Vigilância Sanitária já haveria um caso importado da doença confirmado. Dois focos de larva também foram encontrados nos bairros Bela Vista e Florestinha/divisa com Linho

Tamanho da letra
Vem chegado o verão e com ele a ameaça da dengue. Mais uma vez, aliás. Depois do frio do inverno ter afastado a enfermidade – ao menos das capas de jornais – o início de 2010 já confirma um caso em Erechim. Outras duas pessoas estão sob observação. Os 3 suspeitos, contudo, seriam ‘importados’ (pessoas que vieram de Mato Grosso e Rondônia para cá com a mazela), conforme o diretor da Vigilância Sanitária, Rafael Ayub.

Por aqui, porém, duas larvas do mosquito transmissor, aedes aegypti, já foram localizadas – uma no bairro Bela Vista e outra na divisa entre o São Vicente de Paulo e o Linho. “Estamos com 39 agentes trabalhando na fiscalização, e pedimos a compreensão da população para que consigamos realizar as visitas nas residências. A combinação de pessoas infectadas com a existência de larvas é perigosa”, antecipa Ayub.

Segundo o diretor, as equipes da dengue estariam encontrando resistências para vistoriar as moradias em algumas regiões da cidade, especialmente no centro. “A população precisa compreender que nosso trabalho de prevenção é fundamental, por que a ação mais simples para se prevenir a dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação”. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução, reforça Ayub. “A regra básica é não deixar a água, mesmo quando limpa, parada em qualquer tipo de recipiente”.


Colaboração é fundamental

Como a proliferação do mosquito é rápida – especialmente em dias que alternam calor e umidade –, além das iniciativas governamentais, é fundamental que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma idéia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

“A dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada”, reforça o diretor da Visa.

O ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias.


Sintomas

O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa estar com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.

Há suspeita de dengue em casos de doença febril aguda com duração de até 7 dias e que se apresente acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.

É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.


Tratamento

O tratamento da dengue requer bastante repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico.
É importante destacar que a pessoa com dengue não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.
É preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença. Se aparecerem sintomas, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, tonturas ao levantar, alterações na pressão arterial, fígado e baço dolorosos, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas, pulso rápido e fino, diminuição súbita da temperatura do corpo, agitação, fraqueza e desconforto respiratório, o doente deve ser levado imediatamente ao médico.



Sinais de alerta - Dengue Hemorrádica

 1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
 2. Agitação ou letargia (sono profundo);
 3. Vômitos persistentes;
 4. Pulso rápido e fraco;
 5. Hepatomegalia dolorosa (tamanho do fígado está aumentado);
 6. Extremidades frias;
 7. Derrames cavitários;
 8. Cianose ( É uma coloração azulada da pele ou das mucosas);
 9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
10. Lipotimia (perda dos sentidos, desmaio ou desfalecimento);
11. Hipotensão (Pressão arterial baixa);
12. Sudorese profusa (transpiração excessiva);
13. Hipotensão postural (queda súbita de pressão sanguínea);
14. Aumento repentino (células vermelhas do sangue) hematócrito;
15. Diminuição da diurese (produção de urina pelo rim);
16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
17. Taquicardia (batimento rápido do coração).

Fonte: Dengue - Aspectos Edipemiológico, diagnóstico e tratamento (Ministério da Saúde)


 
  • 05h00   Bom dia Cultura
  • 07h00   Estúdio Boa Vista
  • 08h30   Plantão policial

Quem será a Rainha da Frinape 2010 a ser escolhida no dia 18 de setembro no Ginásio do Atlântico?
Ana Paula de Souza Colares
Andressa Maria Ozga
Caren Rosane Matté
Danusi Marceli Grando
Denise Bortoli
Franciele Gaidarji
Franciele Roberta Rohr
Ionara Iletski
Janeska Rossett
Karine Rochele Anzanello
Lívia Condah Kaghofer
Michele Francine de Oliveira
Vanessa Bancer
Tiele Aline Ceron

© 2009 jornalboavista.com.br • Todos os direitos reservados