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18/02/2010 10h32
Serviço de alta complexidade em traumato ortopedia da FHST realiza cirurgia inédita re-implante de braço

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Na última Terça-feira (2), o Serviço de Alta Complexidade em Traumato Ortopedia, da Fundação Hospitalar Santa Terezinha realizou uma cirurgia de grande porte resultante em reimplante de um braço esquerdo amputado em acidente de trabalho na colheita de milho.
  
O acidente ocorreu em propriedade agrícola no interior do Município de Aratiba, norte do Estado.  Em torno das 11,30 horas, da sexta-feira, o jovem A.F., de 13 anos, ao ajudar seu pai na colheita de milho teve seu braço esquerdo decepado acima do cotovelo.
   
O pai recolheu o membro e levou o jovem ao hospital de Aratiba onde o braço decepado foi colocado em uma solução de gelo, pai, filho e o membro decepado foram encamihados à FHST Fundação Hospitalar Santa Terezinha, onde a Equipe de Traumato Ortopedia e Médico Cirurgião Vascular já estavam a espera do paciente.
   
Levado direto para o Centro Cirúrgico o paciente teve uma cirurgia que durou 9 horas, iniciando-se às 13 horas terminando em torno das 21 horas. O Dr. Luciano Bordin auxiliado pela sua Equipe e apoiado pelo Dr. Oscar Teodoro Busin e Dr. Paulo Marques, bem como com a presença do Cirurgião Vascular Dr. Fernando Savenagno iniciaram o re-implante do braço do adolescente.
   
Inicialmente, foi feito a re-fixação do osso do braço (úmero) utilizando-se placas e parafusos. Feito isto o Dr. Savenagno realizou a reconstrução dos vasos sanguíneos (artérias e veias). Em seguida o Dr. Bordin suturou todos os nervos, tecidos e músculos um a um, inclusive a pele.
   
Este tipo de acidente com re-implante de um membro amputado é freqüente. E o sucesso deste tipo de cirurgia é muito raro devido a sua complexidade e principalmente porque sempre existe uma demora maior para a realização da cirurgia o torna o membro decepado inadequado para o re-implante.
   
No caso do jovem A.F. graças a ação rápida de seu pai e a eficiência do Serviço de Alta Complexidade em Traumato Ortopedia e a Equipe multidisciplinar da FHST, permitiu que a cirurgia tivesse sucesso.  O jovem que teve o braço re-implantado está em boas condições com a corrente sanguínea funcionando bem deixando o membro com vida
   
Na Quarta-feira (17) foi feito o primeiro curativo no paciente que mostrou o braço ainda inchado e sem movimento de dedos e da mão. Sabe-se que o movimento da mão e dedos depende da recuperação dos nervos que dão a função sensitiva e motora, isto pode levar um tempo de 60 a 180 dias. Existe ainda muito trabalho e cuidados com o paciente.
   
É necessário lembrar que as despesas com a cirurgia, medicamentos, exames e internação hospitalar serão pagos pelo SUS – Sistema Único de Saúde.  Assim está justificada, pela Equipe que tem, a credenciação do Hospital Santa Terezinha, pelo SUS, como referência Regional de Alta Complexidade no Serviço de Traumato Ortopedia.
   


 

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